Projeto de Extensão Comunitária: construção das bases de uma extensão dialógica, participativa e emancipadora
Palabras clave:
Extensão universitária, Curricularização da extensão, Participação comunitáriaSinopsis
A curricularização da extensão foi regulamentada em 2018, tornando-se obrigatória para os currículos de todas as pessoas ingressantes em cursos superiores a partir de 2023. Para muitas instituições e cursos, ela parece se apresentar mais como um problema a ser resolvido com o menor dispêndio de energia e a menor alteração curricular possíveis. Mas a curricularização também pode ser assumida e experimentada como uma oportunidade. Oportunidade para aproximar a universidade da sociedade, em especial de suas comunidades, grupos e realidades mais vulnerabilizadas. Oportunidade para a formação pessoal, acadêmica e profissional das/os estudantes. Oportunidade para se criarem currículos, estreitarem-se parcerias e formarem-se profissionais capazes de enfrentar os grandes problemas do mundo e das diferentes sociedades de forma efetivamente disruptiva, conduzindo-nos na direção da sustentabilidade ambiental de que precisamos e da superação das diferentes formas de opressão e violência que acometem multidões mundo afora.
Este livro apresenta e analisa uma das formas desenvolvidas pelo Instituto Mauá de Tecnologia (IMT) de tomar a curricularização da extensão como uma oportunidade. Nele, apresenta-se e se discute o Projeto de Extensão Comunitária (PEC), componente extensionista oferecido às turmas do segundo semestre de todos os cursos da instituição.
Na introdução geral, a pessoa leitora encontrará o histórico desse trabalho, a base teórica que o fundamenta, a metodologia adotada nele, o cronograma e as atividades propostas para ele e uma breve apresentação dos 14 parceiros com os quais as 19 turmas da edição de 2025 trabalharam. Nos capítulos seguintes, são apresentados os caminhos efetivamente seguidos no semestre por essas turmas, com os projetos que cada uma desenvolveu e uma avaliação desse percurso feita pelas/os estudantes e pelos respectivos parceiros. Na conclusão geral, são compiladas as principais trajetórias seguidas pelas turmas, juntamente com as avaliações que discentes, parceiros e docentes fizeram sobre o Projeto de Extensão Comunitária (PEC). O capítulo – e o livro – se encerram com os aprendizados dessa primeira edição de PEC e com os aprimoramentos que serão buscados para a edição de 2026 dele.
Descargas
Citas
ACNUR. Dados sobre refugiados no Brasil e no mundo. 2026. Disponível em: https://www.acnur.org/br/dados-refugiados-no-brasil-e-no-mundo. Acesso em: 23 fev. 2026.
ADDOR, F.; CURI FILHO, W. Por um novo marco analítico-conceitual para o campo da Tecnologia Social. Organizações & Sociedade, Salvador, v. 32, n. 112, p. 1–26, 2025.
BRASIL. Ministério da Educação. Conselho Nacional de Educação. Câmara de Educação Superior. Resolução nº 7, de 18 de dezembro de 2018. Estabelece as Diretrizes para a Extensão na Educação Superior Brasileira. Diário Oficial da União: seção 1, Brasília, DF, n. 243, p. 49, 19 dez. 2018.
BROWN, T.; WYATT, J. Design thinking for social innovation. Development Outreach, Washington, DC, v. 12, n. 1, p. 29–43, 2010.
CRUZ, C. C.; KLEBA, J. B. Avaliação da formação para a engenharia engajada do LabCTS/ITA: impactos nas/os alunas/os. Revista Tecnologia e Sociedade, Curitiba, v. 19, n. 57, p. 92–113, jul./set. 2023.
FERENHOF, F.; FORCELLINI, A. Lições aprendidas de um projeto mal-sucedido. Revista Brasileira de Gestão de Projetos, v. 9, n. 2, p. 1–15, 2011.
FORPROEX – ENCONTRO DE PRÓ-REITORES DE EXTENSÃO DAS UNIVERSIDADES BRASILEIRAS. Conceito de extensão, institucionalização e financiamento. Brasília, DF: UnB, 1987.
FRAGA, L. S. Extensão universitária e educação popular: a perspectiva da extensão popular. Revista da FAEEBA – Educação e Contemporaneidade, Salvador, v. 33, n. 76, p. 156–173, 2024.
FRAGA, L.; ALVEAR, C.; CRUZ, C. Na trilha da contra-hegemonia da engenharia no Brasil: da Engenharia e Desenvolvimento Social à Engenharia Popular. Revista Iberoamericana de Ciencia, Tecnología y Sociedad, v. 15, n. 43, p. 209–232, 2020.
FREIRE, P. Pedagogia do oprimido. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1987.
KLEBA, J. The engaged engineering and (other) technological fields (EETF) program: a review from a Latin American perspective. In: INVERNIZZI, N.; MEDINA, L. (org.). Latin American breakthroughs in STS theory. Singapore: Palgrave Macmillan, 2025. p. 217–253.
KLEBA, J.; CRUZ, C. Do empoderamento à emancipação: um marco teórico-metodológico para intervenções sociotécnicas empoderadoras. In: KLEBA, J.; CRUZ, C.; ALVEAR, C. (org.). Engenharias e outras práticas técnicas engajadas: diálogos interdisciplinares e decoloniais. v. 3. Campina Grande: EDUEPB, 2022. p. 177–218.
LUCENA, J.; LEYDENS, J.; SCHNEIDER, J.; TEMPLE, S. Engineering and sustainable community development. 2. ed. Cham: Springer Nature, 2024.
PARREIRA, J.; DINIZ, A. O diagnóstico da situação-problema em projetos de extensão. Conecte-Se! Revista Interdisciplinar de Extensão, v. 7, n. 15, p. 16–32, 2023.
SMITH, J.; TRAN, A.; COMPSTON, P. Review of humanitarian action and development engineering education programmes. European Journal of Engineering Education, Londres, v. 44, n. 6, p. 1–17, 2019.
THIOLLENT, M. Metodologia da pesquisa-ação. São Paulo: Cortez, 2021.
VAN DER VELDEN, M.; MÖRTBERG, C. Participatory design and design for values. In: VAN DEN HOVEN, J.; VERMAAS, P.; VAN DE POEL, I. (org.). Handbook of ethics, values, and technological design. Dordrecht: Springer, 2015. p. 41–66.
Descargas
Publicado
Categorías
Licencia

Esta obra está bajo una licencia internacional Creative Commons Atribución-NoComercial-SinDerivadas 4.0.
